Avaliação das aprendizagens em instituições educativas FCG 2022

88 89 Contextos e Influências Internacionais CAP Í TULO 4 Figura 15 Evolução dos Resultados PISA e Evolução das Políticas de Educação, em Portugal (2000-2015) 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 PISA 2000 PISA 2003 PISA 2006 PISA 2009 PISA 2012 440 450 460 470 480 490 500 430 Matemática Leitura Ciências Programa de Metas de Mat. da Ed. Básica (2013) 1º, 3º, 5º e 7º ano Programa Matemática da Ed. Básica (2007) 1º, 3º, 5º e 7º ano Primeiros exames de Matemática e Português do 9º ano Plano Matemática I Plano Matemática II Todos osalunos 10 turmas 58% dos alunos Programa de Metas de Mat. da Ed. Básica (2007) Sem alunos do 9º ano Programa de Metas de Mat. da Ed. Básica (2007) Máx. 38% dos alunos do 9º ano Fonte: MEC (2015, p. 23) e Carvalho et al . (2017, p. 157) Marçal Grilo Júlio Pedrosa David Justino Carmo Seabra Isabel Alçada Nuno Crato Maria de Lurdes Rodrigues Gui O. Martins Augusto S. Silva Plano Nacional de Leitura Plano ... • Exames Nacionais do Ensino Secundário (1996) • Exames Nacionais para o acesso Ens. Superior • Revisão estrutura curricular (horas suplementares para Português, Matemática, História, Geografia, Ciências e Física • Programa de Matemática para o Ensino Básico • Programa de Matemática, Português e Físico-Química para o Ensino Secundário • "Metas Curriculares" de Ensino Básico e Secundário • Testes Nacionais para os 4º e 6º anos em Mat. e Português • Gestão das horas suplementares pelas escolas • Aumento da autonomia escolar • Melhor Formação Inicial dos Professores • 1 os resultados por escolas dos Exames Nacionais do Ensino Secundário • Reorganização curricular do Ensino Básico • "Actividades co-corriculares" • Programas novos de Matemática e Português (2007) • Plano Matemática I de 2006/2007 a 2008/2009 • Plano Matemática II de 2009/2010 a 2011/2012 • "Plano Nacional de Leitura" • Segunda Reforma Educativa • Sensibilização para os 1 os exames de Matemática e Português do 9º ano • Preparação dos 1 os exames de Matemática e Português do 9º ano • "Metas de Aprendizagem" ... Nacional de Leitura Outros estudos sobre o PISA procuram perceber os resultados obtidos pelos alunos Portugueses, ou contextualizá-los tendo em conta os perfis socioeconómicos destes mesmos alunos. Ana Sousa Ferreira, Isabel Flores e Teresa Casas-Novas, participan- tes no projeto aQeduto sobre avaliação, qualidade e equidade em Educação (uma iniciativa conjunta do Conselho Nacional de Educação e da Fundação Francisco Manuel dos Santos), procuraram explicar a variação dos resultados dos alunos por- tugueses nos testes PISA (2000-2015), nomeadamente os fatores responsáveis pela evolução positiva verificada em Portugal ao longo dos últimos quinze anos, organi- zando a informação em três eixos fundamentais: i) os alunos (alterações na condição social, económica, cultural, comportamental e motivacional dos alunos e das famílias); ii) as escolas (mudanças na organização escolar, nas perceções dos professores e diretores); iii) o País (variações nas condições económicas e sociais do País, a nível macro). Com base numa análise e debate em torno de onze questões, as autoras identificam alguns pontos positivos que podem ajudar a explicar a evolução dos resultados do PISA para Portugal, entre 2000 e 2015: frequência do Pré-Escolar quase universal; diminuição do tamanho das turmas; professores com boa formação; perceção po- sitiva dos alunos; mais de 30% de escolas que fazem a diferença. Foram também identificados alguns aspetos a melhorar, que podem ajudar a explicar algumas defi- ciências com impacto nos resultados: elevado número de reprovações; persistência de um grande deficit de Educação dos pais; professores envelhecidos e resistentes à mudança; escolas sem autonomia, com muitas aulas e muito trabalho; carências de infraestruturas; alunos sedentários. Mais recentemente, Marôco (2020) apresentou um estudo que procura relacionar os resultados do PISA com o percurso educativo dos alunos que fazem a avaliação PISA. Figura 16 Percurso Educativo dos Alunos PISA 2018, em Portugal Fonte: Marôco (2020) 2008/09 1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º 2009/10 2010/11 2011/12 2012/13 2013/14 2014/15 2015/16 2016/17 2017/18 2018/19 2019/20 Plano de Ação da Matemática (2008) Metas Curriculares (2014/2015) Reajustes de programas de Português e Matemática (2010) Reforço de horas de Português e Matemática (2010) Revisão da Estrutura Currícular (mais horas e desdobramentos a Ciência e FQ , 2012/14 ) Exames de Final de Ciclo (6º ano, 2013/2014 ) Exames de Final de Ciclo (9º ano, 2016/2017 ) A maioria dos alunos portugueses que realizaram o PISA 2018 encontram-se a frequentar o 10º ano de escolaridade Plano Nacional de Leitura (2008) De acordo com Marôco (2020), a maioria dos alunos Portugueses que participaram no PISA 2018 encontra-se a frequentar o 10º ano de escolaridade (57%), tendo ini- ciado o seu percurso escolar no ano letivo de 2008/2009. Estes alunos foram expos- tos ao Plano Nacional de Leitura (estabelecido em 2007) e aos novos currículos de Português e Matemática, bem como ao Plano da Matemática de 2008 a 2012, com acertos de programas entre 2010/2011 e 2012/2013 e Novos Programas e Metas Curriculares a partir de 2014/2015 nas disciplinas dos três domínios do PISA. Neste período, ocorreram ainda reforços de tempos letivos a Português e Matemática a partir de 2011/12 e a Ciências Naturais e Físico-Química desde 2012/13, tendo os alunos realizado provas finais de 6º ano (2013/2014) e de 9º ano (2016/2017). Um outro dado relevante, que pode ajudar a contextualizar os resultados dos alunos que participaram no PISA 2018, é o facto de três em cada quatro ter referido que se es- forçou menos nas respostas ao teste PISA do que se este contasse para as suas clas- sificações escolares finais.

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