Avaliação das aprendizagens em instituições educativas FCG 2022

62 CAP Í TULO 3 • Na Educação Pré-Escolar, assiste-se, muitas vezes, em Portugal, ao uso de checklists estandardizadas que apoiam classificações, contrariamente ao que se com- preende dever ser uma avaliação neste período de desenvolvimento da criança, e que deverá ter uma orientação eminentemente formativa. • No discurso de diplomas legais do Sistema Educativo português, a Avaliação Formativa é considerada a principal modalidade de avaliação. • A Avaliação Formativa tem como intenção contribuir para a melhoria dos processos de ensino-aprendizagem, fornecendo, a alunos e a professores, dados que contribuam para esse melhoramento. A sua função não é classificar. • A Avaliação formativa, numa conceção que tem sido designada por “formativa e formadora” (Leite e Fernandes, 2002), apoia-se em mecanismos de autoavaliação que fa- vorecem processos orientados para “aprender” e, simultaneamente, para “aprender a ser”. • A Avaliação Diagnóstico tem também uma intenção formativa, fornecendo informação sobre as situações que podem contribuir para a tomada de decisões futu- ras. Neste sentido, é algumas vezes usada em situações de que são exemplo o início de processos de ensino relativos a um novo conteúdo ou como estratégia de apoio à diferenciação pedagógica. • A Avaliação Sumativa foca-se nos resultados alcançados pelos alunos e tem, geralmente, como intenção apoiar a atribuição de uma classificação (de um teste, de um exame, de um final de período, de um final de ano, …). A Avaliação Sumativa ex- terna diz respeito a exames ou provas nacionais realizadas sob a responsabilidade do Ministério da Educação. A avaliação sumativa interna diz respeito a exames ou provas realizadas sob a responsabilidade da própria escola. • Os resultados da Avaliação Externa dos alunos de Educação Secundária, pela importância que têm na transição para a Educação Superior, têm sido considerados um “travão” ao recurso a práticas de Avaliação Formativa que valorizem aprendiza- gens para além dos conteúdos relacionados com o saber já existente. • A Avaliação Aferida, como o nome indica, destina-se a aferir, i.e., medir o grau de cumprimento de um determinado programa ou dos objetivos desejados. No Sistema Educativo Português é usada também com uma intenção formativa, fornecendo in- formação que apoie a tomada de decisões futuras. Não se trata, pois, de Avaliação Sumativa ou de classificação de alunos, mas, sim, de aferição do Sistema e da Educação. • Uma análise das trajetórias das políticas educativas em Portugal permite compreender algumas das razões da falta de crença de alguns professores para se en- volverem em processos avaliativos orientados por uma intencionalidade formativa e que cumpram, o que neste Estudo, se concetualizou como Avaliação de Aprendizagens. • É importante o diálogo entre o Instituto de Avaliação Educativa (IAVE), en- tidade responsável por formas de avaliação externa dos alunos, e as escolas, nomea- damente na organização de processos de avaliação interna dos alunos. 4 .

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