Avaliação das aprendizagens em instituições educativas FCG 2022
34 35 Avaliação de Aprendizagens CAP Í TULO 2 L1.1 Avaliação Supranacional Hopfenbeck et al. (2018) Lessons Learned from PISA L3.1 Individual L3.2 Sala-de-aula L4 Redes USA Antoniou e James (2014) Pisa Reino Unido Escola Primária Escala Avaliação Exemplos Exemplos Meso Média-Escala Micro Pequena Escala Redes Rede-Escala L1.2 Avaliação Internacional Tobin et al . (2015) Asia L2.1 Avaliação Nacional L2.2 Escola Stosich, Snyder e Wilczak (2018) Todos os níveis do sistema de educação: escolas, divisões administrativas, redes e agências estaduais de educação Nortvedt, Santos e Pinto (2016) Willms e Flanagan (2007) Noruega, Portugal Escola Primária (1º ciclo) Canadá Padronização através da avaliação na sala de aula Implementação Avaliação Formativa Sala-de-aula Imlig e Ender (2018) Paget, Malmberg e Martelli (2016) Black e Wiliam (1998) Heitink et al . (2016) Suíça Brasil Macro Grande-Escala Tabela2 Escalas da Avaliação Educacional O recurso a esta classificação, em função da qual é apresentada e organizada a te- mática da Avaliação de Aprendizagens, facilita a compreensão da sua complexidade. No texto que se segue, são apresentados, sinteticamente, alguns exemplos para cada uma das escalas. Escala Macro A escala Macro, ou de larga escala, pode ser subdividida em Avaliação Supranacional e Avaliação Internacional com outras origens. Na escala Macro Supranacional in- cluem-se algumas avaliações desenvolvidas por agências internacionais (Banco Mundial, UNESCO, OCDE, OEI), que podem ser classificadas como avaliações de nível supranacional, bem como aquelas referidas em estudos no âmbito de entidades políticas supranacionais para focar regiões como a Ásia-Pacífico, com enquadramen- to da UNESCO (Tobin et al ., 2015). A principal conclusão que emerge da análise transversal de algumas das publicações apresentadas no âmbito destas avaliações, promovidas por agências supranacionais, é a evolução do seu foco. Inicialmente, a atenção à Educação estava centrada no ape- lo a que todas as crianças deveriam frequentar a escola (acesso universal) e o foco estava nos resultados obtidos. Como exemplo bem conhecido de uma Avaliação Supranacional pode-se considerar a avaliação PISA, desenvolvida e coordenada pela OCDE, e que envolve vários países. Nesta Avaliação Educacional de referência, podem-se comparar os resultados dos países participantes e verificar a sua evolução. Para além dos resultados, são dispo- nibilizadas recomendações a ser consideradas por cada país participante. Um outro exemplo de uma publicação enquadradora da escala Macro (suprana- cional) foi apresentado pela UNESCO, em 1990, com o título “ World Declaration on Education for All and Framework for Action to Meet Basic Learning Needs” (UNESCO, 1990). Aí explicita-se o compromisso dos países (na área da Educação de Infância, Adulta e Familiar) de superar a desigualdade e gerar novas oportunidades para erradicar a pobreza. Para além dos dez artigos que estruturam esta declaração, é ainda fornecido um Quadro de Referência para Ação (Framework for Action) , que se destina a ser um guião para os governos nacionais, as organizações internacio- nais e outras organizações comprometidas com o objetivo de Educação para Todos. A Avaliação de Aprendizagens nesta escala Macro será objeto de maior desenvolvi- mento no capítulo 4 deste livro. Escala Meso A escala Meso, ou de média escala, pode ser subdividida em Avaliação Nacional e Avaliação nas (e das) Escolas. Nesta escala podem ser incluídos os estudos de Avaliação Nacional, em que a avaliação realizada reflete o contexto específico de cada país, tan- to cultural como normativo, nomeadamente ao nível dos seus objetivos, indicadores selecionados e resultados alcançados. Como exemplos da diversidade que se pode en- contrar em tais estudos, pode-se referir os que abordam países como a Suíça e o Brasil (Paget et al ., 2016; Imlig e Ender, 2018). Relativamente à Avaliação Nacional foram identificados estudos sobre o tema de Avaliação de Aprendizagens, em vários países com diversos sistemas educativos, com diversos graus de centralização e com diversas culturas. O objetivo é recolher perspetivas sobre a Avaliações de Aprendizagens, procurando identificar as estratégias de implementação das Políticas de Avaliação e do grau de uso da informação da avaliação e da monitorização para a melhoria da aprendizagem. Os resultados desta pesquisa estão apresentados como estudos de caso no capítulo 5. A necessidade de compreender o que se passa no quotidiano, na escala Meso, situa- -nos nas Escolas , isto é, no contexto organizacional onde a Avaliação Educacional acontece diariamente. O conhecimento deste contexto é fundamental para a imple- mentação da política e da legislação relativa à Avaliação de Aprendizagens nacionais (Willms e Flanagan, 2007; Nortvedt et al ., 2016). Note-se que também é possível classificar os estudos sobre a Avaliação das Escolas como pertencentes à escala Meso (Nortvedt et al ., 2016; Willms e Flanagan, 2007). No âmbito deste Estudo, reconhecendo a necessidade de se compreender o que se passa em Portugal nas Escolas , foram feitas entrevistas exploratórias que deram pistas para o seu desenvolvimento, nomeadamente a confirmação da necessidade de explorar em
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