Avaliação das aprendizagens em instituições educativas FCG 2022

176 177 Audições Realizadas CAP Í TULO 6 onde nós podemos avaliar, classificar, monitorizar e dar feedback permanente e chamá-los a desenvolver as competências que eles precisam para o mundo de tra- balho de uma forma muito mais fácil” (A3a). Nesta modalidade de formação utiliza- -se uma metodologia de avaliação e classificação diferentes que permitem identificar uma maior progressão: • “(…) é mais negociada e os alunos sabem quanto valem. Sabem que através dali chegam a um determinado ponto. Vão desenvolver outro tipo de competências. Mesmo que não consigam entender tão bem os Maias ou o Sermão do Santo António aos Peixes eles podem integrar isso numa outra parte. Este saber integrado obriga a uma avaliação integrada e diferente” (A3a). • “[opção pelo acesso ao ensino Superior e as tensões que gera: pressão das classificações, notas, exames] Essa tensão não existe no ensino profissional” (A4a). Em síntese, da análise das entrevistas pode concluir-se o seguinte: • Há uma pressão, na Educação Secundária, que tem por base as classificações, para acesso à Educação Superior; • A flexibilidade curricular veio proporcionar uma maior articulação interdisciplinar; • A mudança legislativa aponta para uma valorização da Avaliação Formativa; • Sucessivas mudanças (ligadas aos ciclos eleitorais) levam ao desinteresse e inércia por parte dos professores em introduzirem mudanças; • A idade avançada dos professores constitui um fator de resistência à mudança (por exemplo, à mudança da Avaliação Sumativa para a Avaliação Formativa); • A profissão de professor é pouco atrativa para os novos alunos universitários; • A Avaliação Sumativa é sobrevalorizada pelos encarregados de educação/ famílias/alunos e sociedade; • Os professores sentem-se pressionados pelos encarregados de educação/ famílias, sobretudo com elevada formação, que pretendem intervir especialmente na sobrevalorização das classificações/notas; • O acesso à Educação Superior é o principal condutor de processos de Avaliação Sumativa, fechados em si mesmos e promotores de uma “cultura de testagem”, que se começa a realimentar na Educação Básica e se acentua na Educação Secundária; • Há uma deficiente formação dos professores em Avaliação de Aprendizagens. Foi sentido como sendo necessário: • Incrementar a formação das lideranças intermédias (os coordenadores de departamento e outras coordenações); • Necessidade de reforçar a articulação disciplinar e entre ciclos; • Clarificar os critérios de avaliação; • Compreender a avaliação como uma componente do processo de aprendizagem; • Apostar na formação contínua, prática e simples, na escola, para os professores, em Avaliação de Aprendizagens, especialmente em Avaliação Formativa; • Inserir a avaliação no currículo da formação inicial dos professores; • Formar as lideranças para a mudança da cultura de avaliação; • Assegurar consistência temporal nas políticas e medidas, para além dos ciclos eleitorais dos governos (mudam-se os governos, mudam-se as vontades) . b) Fase 2 Da análise das entrevistas semi-estruradas realizadas na Fase 2 é possível identi- ficar três dimensões nas quais se podem enquadrar as opiniões dos entrevistados relativamente às diferentes questões que lhes foram colocadas (ver Anexo 2 – Guião de entrevista): D1. Avaliação de Aprendizagens; D2. Formação de docentes em ava- liação; D3. Recomendações (Figura 22). Figura 22 Árvore das dimensões e categorias de análise das entrevistas realizadas na Fase 2 de audições As categorias em que se organiza a dimensão D1. Avaliação de Aprendizagens foram definidas a priori , tendo em conta o definido no plano de trabalhos acordado para o presente Estudo, procurando, sobretudo: • Estudar casos em que a avaliação na Educação Pré-Escolar seja o foco, com especial atenção ao propósito/fins, metodologias, uso de avaliação parametrizada e não parametrizada, indicadores; • Estudar a avaliação na Educação Básica na amplitude que a caracteriza; • Tratar a avaliação na Educação Secundária com atenção à diversidade de públicos e de programas, com especial atenção no impacto e gestão da avaliação nos cursos profissionais e para acesso à Educação Pós-Secundária de oferta diversificada e diferenciada. D1. Avaliação de Aprendizagens Em termos gerais, pode-se afirmar que, para os entrevistados, a avaliação é um elemento fundamental no processo de ensino e de aprendizagem. A avaliação não Categoria "Educação Secundária" Categoria "Educação Básica" Categoria "Educação Pré-Escolar" D1. Avaliação de Aprendizagens Indicadores, modelos e experiências de monotorização e Avaliação de Aprendizagens e de desenvolvimento das crianças dos 3 aos 18 anos D2. Formação de docentes em Avaliação de Aprendizagens D3. Recomendações

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