Avaliação das aprendizagens em instituições educativas FCG 2022
164 165 Casos de Estudo Internacionais CAP Í TULO 5 desenvolvimento profissional nas práticas na Avaliação Formativa que apresentam evidências de eficácia para a promoção da aprendizagem dos alunos. Com vista a responder a esta necessidade, foi realizada uma revisão da literatura sobre a eficácia da Avaliação Formativa (Klute et al ., 2017) e em 2006, em resposta ao crescente in- teresse nacional pela Avaliação Formativa, o Council of Chief State School Officers (CCSSO) formaram o denominado Formative Assessment for Students and Teachers (FAST) para fornecer orientação e recursos para formuladores de políticas ao nível estadual. Exemplos práticos de Avaliação Formativa podem ser encontrados em va- riadas disciplinas, como nas artes (Andrade et al ., 2014) ou nas Ciências (Ruiz-Primo e Li, 2013), ou ainda no planeamento das aulas pelos professores, quando de forma colaborativa, pretendem usar a avaliação formativa como estrutura para esse pla- neamento (Hill, 2018). 5.11.4.4 A Formação de Professores e a Literacia em Avaliação Linda Darling-Hammond, da Universidade de Stanford, na California, descreve a formação de professores em várias partes do mundo que possuem sistemas de edu- cação e formação contínua para o desenvolvimento de professores e examina as po- líticas e práticas de formação de professores na Austrália (com foco em Victoria e New South Wales), Canadá (com foco em Alberta e Ontário), Finlândia e Singapura (Darling-Hammond, 2017). A valorização e reconhecimento dos professores levaram a Finlândia e Singapura a criar as condições para tornar a profissão de professor atra- tiva e a apoiar o seu desenvolvimento ao longo do tempo de serviço. Serafina Pastore e Heidi Andrade realizaram uma revisão da literatura sobre a lite- racia em avaliação dos professores, que foi usada para construir o chamado Modelo Tridimensional da Literacia em Avaliação (Pastore e Andrade, 2019). Este modelo foi validado e refinado com a contribuição de especialistas internacionais em Avaliação Educacional e em desenvolvimento profissional de professores. Apesar desta contri- buição dos especialistas, as autoras consideram ser ainda necessário incluir a contri- buição de decisores políticos e de professores, particularmente através de audições a professores sobre as suas necessidades de formação e aprendizagem, de modo a que se reduza a distância entre a investigação educacional, a política educacional e a prática educacional. 5.12 Súmula Este capítulo apresenta vários casos de países que, a nosso ver, merecem ser ade- quadamente estudados e considerados para inspirar o Sistema de Avaliação de Aprendizagens, em Portugal. Inicia-se o capítulo com Singapura devido à sua rápida evolução na qualidade da Educação e seguem-se alguns países em contexto Europeu (Estónia, Alemanha, Noruega, Finlândia, Suíça e Reino Unido) e, por fim, alguns países do continente americano (Brasil, Canadá e Estados Unidos da América). Os países selecionados adotam Políticas que valorizam os resultados do país no PISA, promovendo políticas e estratégias de Avaliação das Aprendizagens que podem ins- pirar respostas às seguintes questões da agenda atualizada deste projeto: • Estruturar uma abordagem aprofundada e bem fundamentada da Avaliação Formativa e da Avaliação de Competências Transversais (indicadores e práticas de sucesso). • Identificar contributos para preparar orientação e recomendações sobre Avaliação de Aprendizagens para uso em meio escolar, com referência a boas práticas identificadas nos casos estudados; • Identificar contributos para preparar documento clarificador da ideia de Avaliação Formativa, em termos compreensíveis e que sejam estruturados de mo- do que o conceito e as práticas de avaliação formativa sejam compreendidos aceites e usadas no dia-a-dia da sala-de-aula; • Estruturar fundamentos e escolher exemplos de boas práticas de formação para a Avaliação das Aprendizagens, com adequada consideração de fatores a conside- rar (contextos, políticas nacionais, organização e Governança da Educação escolar, etc.); • Estudar casos em que a avaliação da Educação Pré-Escolar seja o foco, com especial atenção ao propósito/fins, metodologias, uso de avaliação parametrizada e não parametrizada, indicadores; • Com atenção à diversidade de públicos e de programas, recolher evidência que permita tratar a Avaliação de Aprendizagens na Educação Secundária, empres- tando especial atenção ao impacto e gestão da avaliação para acesso a Educação Pós- Secundária de oferta diversificada e diferenciada; • Estruturar recomendações em duas versões, uma para originar um docu- mento que possa ser lido como fundamento/inspiração de políticas e um outro que seja dirigido às Instituições de Educação Superior (Universidade e Politécnicos) que acentue a relevância e oportunidades para o seu envolvimento na Educação e Formação de educadores, professores e lideranças de instituições educativas; • Preparar um Relatório para apresentação on-line , organizado em secções com sentido específico e suscetível de serem a base para um vídeo para larga circu- lação e pequenos registo para divulgação em redes sociais; • Este trabalho permitiu, ainda, recolher evidência de que a União Europeia também inscreveu este foco da Educação na sua agenda, tendo publicado recente- mente dois estudos que merecem atenção: “Assessment practices for 21st century learning: review of evidence” (Siarova et al ., 2017); “European ideas for better lear- ning: the governance of school education systems” (Comissão Europeia, 2018); • Informação relevante emerge do caso da Noruega, por se relacionar estrei- tamente com as múltiplas recomendações relativas à promoção de formação em ava- liação e capacitação; • Uma questão levantada e pertinente é a que se refere à importância de os governos solicitarem cursos a consultores ou formadores e fazer com que
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