Avaliação das aprendizagens em instituições educativas FCG 2022
146 147 Casos de Estudo Internacionais CAP Í TULO 5 esta interdependência é reforçada em países como a Inglaterra, a Austrália e os Estados Unidos, que enfatizam a responsabilização das escolas e professores pe- las classificações que os seus alunos obtêm em testes padronizados, existindo uma prestação de contas do desempenho dos alunos que influencia todos os aspetos do trabalho escolar. De modo simplificado, é apresentado um modelo com sucessivas etapas de planeamento e implementação da avaliação em relação à pedagogia (ver Figura 21). Figura 21 Modelo para a Avaliação em relação com a Pedagogia No mesmo número especial da revista “Assessment in Education: Principles, Policy & Practice” , Dylan Wiliam (2018) publica uma resenha crítica do livro intitulado “Assessment for learning: meeting the challenge of implementation” (Laveault e Allal, 2016). Partindo da constatação de que existe razoável evidência de que o fo- co na Avaliação Formativa, ou na Avaliação para a Aprendizagem, tem um papel importante no incremento da realização dos padrões de Educação, os autores en- tendem que continua o desafio de saber como fazer esta avaliação. O livro está orga- nizado em três secções, dedicando a primeira às políticas de avaliação e a como essas políticas são adotadas nos sistemas educativos em todo o mundo, com a segunda seção focada em questões relacionadas com o desenvolvimento profissional dos e a terceira centrada na “cultura de avaliação e a co-regulação da aprendizagem” . Wiliam reforça a necessidade de simplificar a avaliação e concorda com o que Lee Cronbach (1971) apontou há muitos anos: uma avaliação é simplesmente um procedimento para extrair inferências e a nossa maior preocupação deve estar entre as evidências que são suscitadas pela avaliação e as inferências que desenhamos. Manter um foco Fonte: Black e Wiliam (2018) 6 – Avaliação Sumativa Externa 1 – Pedagogia e Instrução 4 – Planeamento e Design 2 – Teorias da Aprendizagem e Aprendizagem pelo Diálogo 2 – Contexto, Assunto da disciplina, Contexto Social, Político e Cultural Avaliação Sumativa Avaliação Formativa 5 – Implementação pelos Professores claro na Avaliação para Aprendizagem (ou Avaliação Formativa) como avaliação permite uma análise muito mais clara da relação entre as evidências, as inferências e as ações que a evidência suporta. No mesmo número especial da revista “Assessment in Education: Principles, Policy & Practice” , Dylan Wiliam (2018) publica uma resenha crítica do livro intitulado “Assessment for learning: meeting the challenge of implementation” (Laveault e Allal, 2016). Partindo da constatação de que existe razoável evidência de que o foco na Avaliação Formativa, ou na Avaliação para a Aprendizagem, tem um papel importan- te no incremento da realização dos padrões de Educação, os autores entendem que continua o desafio de saber como fazer esta avaliação. O livro está organizado em três secções, dedicando a primeira às políticas de avaliação e a como essas políticas são adotadas nos sistemas educativos em todo o mundo, com a segunda seção focada em questões relacionadas com o desenvolvimento profissional dos e a terceira cen- trada na “cultura de avaliação e a co-regulação da aprendizagem” . Wiliam reforça a necessidade de simplificar a avaliação e concorda com o que Lee Cronbach (1971) apontou há muitos anos: uma avaliação é simplesmente um procedimento para ex- trair inferências e a nossa maior preocupação deve estar entre as evidências que são suscitadas pela avaliação e as inferências que desenhamos. Manter um foco claro na Avaliação para Aprendizagem (ou Avaliação Formativa) como avaliação permite uma análise muito mais clara da relação entre as evidências, as inferências e as ações que a evidência suporta. Outros estudos provenientes do Reino Unido centraram-se em estratégias para o de- senvolvimento da avaliação ao nível regional, identificando as seguintes condições para que as intervenções em Avaliação Formativa possam ter sucesso a longo prazo: (i) apoio político comprometido a todos os níveis de governo; (ii) expressão clara e convincente da estrutura conceptual que sustenta a Avaliação Formativa e o apoio contínuo aos profissionais, além da fase de desenvolvimento (iii) colaboração estreita entre todas as partes interessadas (professores, diretores, pais/responsáveis e alunos), que devem trabalhar em conjunto para envolver os alunos no seu próprio processo de aprendizagem; (iv) um clima de mudança na gestão, onde os obstáculos sejam iden- tificados e transformados em desafios construtivos, de modo a serem ultrapassados; (v) o alinhamento das atividades de Avaliação Sumativa e Formativa, de modo que funcionem em conjunto para apoiar e avaliar a aprendizagem (Clark, 2010). Nos quatro países do Reino Unido, a avaliação e o quadro de avaliação são adminis- trados pelos Ministérios da Educação ou por órgãos independentes, sendo o Sistema de Avaliação caracterizado pela alta responsabilidade e publicação dos resultados para o público em geral, com práticas de avaliação que variam entre os diferentes países. Comparando com outros países da OCDE, o Reino Unido usa intensivamente os dados de avaliação na tomada de decisão dos líderes escolares. O Sistema Educativo do Reino Unido está sujeito a alguma revisão externa por or- ganismos nacionais e internacionais e o Sistema de Avaliação tem um alto nível de transparência no que diz respeito às medidas de desempenho dos alunos e das instituições, com objetivos de aprendizagem bem definidos no currículo escolar. Porém, considera-se que o Sistema de Avaliação pode ainda ser melhorado pela
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