Avaliação das aprendizagens em instituições educativas FCG 2022
134 135 Casos de Estudo Internacionais CAP Í TULO 5 De notar que na Finlândia há uma preocupação com a transição da Educação de Infância para a Educação Primária, no sentido de procurar garantir que estes dois ciclos formam um continuum de apoio ao desenvolvimento e aprendizagem da criança. Os currículos nacionais (National Core Curriculum for Basic Education; National Core Curriculum for Pre-Primary; National Core Curriculum for Early Childhood Education and Care) enfatizam a importância da continuidade e transi- ções suaves no caminho de aprendizagem da criança. O objetivo é que as crianças e os pais tenham a oportunidade de se familiarizar com os ambientes de aprendizagem, as atividades e o pessoal dos primeiros anos da Educação Primária. As medidas tí- picas incluem, por exemplo, atividades conjuntas de um grupo da pré-primária e de uma turma da escola primária. As crianças podem visitar a escola antes do início do primeiro ano letivo e conhecer com antecedência o professor e a futura turma. Os municípios devem estabelecer estratégias e medidas para facilitar uma transição sua- ve e flexível para a escola, sendo os princípios-chave definidos no Currículo Nacional e a maioria das decisões tomadas localmente. 5.6.4.3 Avaliação na Educação de Estrutura Única ou Básica (inclui a Educação Primária e Educação Secundária Inferior) A avaliação na Educação Básica é da responsabilidade dos professores, sem exames nacionais e assume dois tipos: avaliação durante os estudos e avaliação final, seguin- do os princípios gerais de avaliação incluídos no Currículo Nacional. O comporta- mento é avaliado pelo professor da turma ou, caso o aluno tenha vários professores, conjuntamente por esses professores e, no final de cada ano letivo, os alunos rece- bem um relatório, sendo-lhes atribuído um certificado de Educação Básica, depois de completar o programa. De acordo com a Lei da Educação Básica, a avaliação do aluno visa orientar e incen- tivar o estudo, bem como desenvolver as capacidades de autoavaliação dos alunos, com o feedback contínuo do professor a apoiar e orientar os alunos de forma po- sitiva. Com a ajuda da avaliação e do feedback , os professores orientam os alunos no sentido de se aperceberem do seu progresso, procurando-se, ainda, promover a cooperação entre a escola e o lar. Assim sendo, os alunos e os seus pais são infor- mados em intervalos suficientemente frequentes sobre o progresso dos alunos e os critérios de avaliação são dados a conhecer aos alunos e aos encarregados de educa- ção. Esta avaliação centra-se na aprendizagem, nas aptidões de trabalho e no com- portamento do aluno, sendo promovida de acordo com os objetivos e os critérios de avaliação que integram o currículo. Em vez de serem metas estabelecidas para os alunos, os critérios definem o nível necessário para receber uma certa classificação (numa escala de 4 a 10) ou uma avaliação verbal que descreve um nível de desem- penho. A avaliação deve ser feita da forma mais versátil possível, levando em con- sideração a idade e as capacidades dos alunos, não se baseando apenas em exames. Os alunos não são comparados com outros alunos e a avaliação não se concentra na personalidade, temperamento ou outras características pessoais do aluno. Para promover uma avaliação mais consistente, foram elaborados critérios para a tran- sição entre o 6º e o 7 º anos, bem como para a avaliação final, que são incorporados no currículo local. A avaliação durante as aulas, essencialmente de natureza formativa, e o feedback que lhe está associado, acontecem antes da avaliação final. Assim, o seu principal propósito é orientar e incentivar o estudo, apoiar a aprendizagem, promover com- petências de autoavaliação e a avaliação pelos pares. Os relatórios são uma forma de dar feedback , devendo a escola entregar aos alunos um relatório do ano letivo, no final de cada ano, de acordo com o Decreto que regula a Educação Básica. O re- latório do ano letivo contém uma avaliação numérica ou verbal que indica como o aluno atingiu os objetivos nas disciplinas ou unidades curriculares que integram o currículo durante o ano letivo em causa. Este relatório contém, ainda, uma decisão sobre a promoção do aluno para ano seguinte ou sua retenção. O segundo tipo de avaliação do aluno é a avaliação final da Educação Básica, que, dependendo do assunto e da solução curricular local, ocorre no 7º, 8º ou 9º ano. A avaliação final não é calculada diretamente com a média das classificações nas unidades ou anos letivos anteriores, mas, antes, baseia-se no nível a que o aluno atingiu os objetivos da Educação Básica. No certificado são mencionadas as clas- sificações de várias disciplinas: Língua Mãe e Literatura, segunda língua nacional, línguas estrangeiras, Matemática, Física, Química, Biologia, Geografia, Educação para Saúde, Religião ou Ética, História, Estudos Sociais, Música, Artes Visuais, Artesanato, Educação Física e Economia Doméstica. 5.6.4.4 Avaliação na Educação Secundária Superior De acordo com o Decreto que regula as Escolas Secundárias Superiores, os alunos e os seus pais, ou outros responsáveis, devem receber informações sobre os trabalhos escolares e o seu progresso, em intervalos frequentes, sendo a avaliação baseada nos objetivos do Currículo Nacional da Educação Secundária Superior. O objetivo da avaliação é dar aos alunos um feedback sobre em que medida alcançaram os objetivos da disciplina e como foi o seu progresso. A Educação Secundária Superior divide-se em Educação Secundária Superior Geral e Educação Secundária Superior Profissional (como já foi referido quando se tratou o Sistema Educativo da Finlândia). O programa da Educação Secundária Superior Geral integra disciplinas obrigatórias e disciplinas de especialização. A classificação geral é determinada pela média ma- temática das notas das disciplinas frequentadas. Na Educação Secundária Superior Profissional a avaliação é baseada na competência demonstrada. Uma abordagem baseada em competências significa passar de uma avaliação de baseada em simples classificações de disciplinas para uma avaliação mais extensa das áreas de compe- tência, que correspondem ao trabalho e aos processos operacionais da vida profissio- nal. A aprendizagem e as competências dos alunos são sempre avaliadas em termos dos requisitos de competências profissionais e critérios de avaliação determinados dentro do Requisito de Qualificação Nacional. As capacidades profissionais são de- monstradas principalmente em situações práticas de trabalho, em locais de trabalho, sendo as competências do aluno avaliada conjuntamente por um professor e por um representante da vida profissional.
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