Avaliação das aprendizagens em instituições educativas FCG 2022

126 127 Casos de Estudo Internacionais CAP Í TULO 5 • Os líderes municipais e escolares que basearam as suas estratégias numa clara compreensão dos objetivos do programa e de como os poderiam integrar nos objetivos mais amplos da política educativa e da prática escolar foram mais bem-sucedidos na sua promoção. • O estabelecimento de redes de aprendizagem entre escolas ajudou no intercâmbio de conhecimentos e prestou apoio entre pares no processo de aplicação. • Formas inovadoras de capacitação foram de particular importância para os pequenos municípios, que relataram estar a ser demasiado pressionados pelas mudanças de políticas e a lutar com a priorização de atividades. Este relevante relatório (Hopfenbeck et al. , 2013) sintetiza 4 grupos de recomendações para implementar uma Avaliação para a Aprendizagem de modo eficaz: • Facilitar a comunicação e criar confiança entre os vários níveis do sistema; • Avaliar as prioridades do programa no contexto de outras reformas políticas; • Desenvolver capacidade em larga escala; • Desenvolver uma estratégia de aplicação sustentável. Em resumo, pode afirmar-se que a aplicação do Programa “Avaliação de Aprendi- zagens” da Noruega fornece informação relevante, visto ter sido um programa pla- neado e aplicado a nível local, de modo coordenado e envolvendo várias partes interessadas. Desde o início, este Programa teve a preocupação de ligar a Teoria e a Prática, valorizando o papel central do professor e do aluno, envolvendo os pais e os municípios. O modo como a Noruega se envolve e trata os resultados das Avaliações Internacionais é, também, digno de nota. No que diz respeito ao envolvimento no PISA, é relevante verificar que, tal como na Alemanha, a Noruega teve o seu “cho- que PISA” ao constatar que ocupava a posição 13 em avaliação da literacia, na lista dos 30 países, o que levou a considerar ser necessário melhorar a Educação no país. 5.5.4.2 Avaliação na Educação de Infância Não há avaliação formal das crianças na Educação de Infância, devendo as/os educa- doras/es do jardim-de-infância garantir que os pais e o jardim-de-infância têm uma oportunidade regular de trocar informação sobre a saúde, bem-estar, experiências, desenvolvimento e aprendizagem de cada criança. Esta informação é normalmente transmitida aos pais, quando estes entregam ou vão buscar os seus filhos ao jardim- -de-infância, bem como em conversas mais formais para as quais os pais são convi- dados. Se os educadores perceberem que uma criança não está a desenvolver-se bem ou está com algum problema, eles são responsáveis por discutir com os pais a sua perceção desse problema. O jardim-de-infância deve justificar as suas avaliações aos pais e considerar os seus pontos de vista. Os jardins-de-infância devem avaliar regularmente as suas práticas pedagógicas, analisando-as e interpretando-as à luz dos seus planos, da Lei do Jardim de Infância e do Plano-Quadro. O principal objetivo dessas avaliações é garantir que todas as crianças estejam a ser tratadas de acordo com as diretivas previstas na Lei do Jardim de Infância e no Plano-Quadro. 5.5.4.3 Avaliação na Educação Primária e Educação Secundária Inferior (Estrutura Única) e na Educação Secundária Superior Na Educação Primária e na Educação Secundária Inferior a avaliação dos alunos nas disciplinas tem como objetivo promover a aprendizagem e expressar a competência de cada aluno continuamente, durante os estudos e no final do ensino da discipli- na (regulamento da Lei da Educação). A avaliação do 1º ao 7º ano não envolve a atribuição de classificações e, a partir do 8º ano, existe um sistema de classifica- ções integrado na avaliação contínua e como parte da avaliação final. Isto quer dizer que é adotada a Avaliação Formativa durante este percurso escolar, sendo reservada a Avaliação Sumativa para a conclusão das disciplinas quando estas terminam e para o final do ciclo de Educação Secundária Inferior. Como já foi referido, a Educação Secundária Superior traduz-se em dois tipos de ofertas educativas: Educação Secundária Geral e Educação Secundária Profissional. A avaliação do aluno nos dois tipos de Educação Secundária (Geral e Profissional) tem os seguintes objetivos: • Informar o aluno, pais, professores e escola sobre a evolução do aluno em relação aos objetivos curriculares; • Servir como ferramenta de orientação, motivação e desenvolvimento do aluno; • Oferecer uma oportunidade para o professor avaliar continuamente o seu ensino, os procedimentos que utiliza e se o aluno está a ter resultados de aprendizagem satisfatórios; • Fornecer informações sobre as capacidades e competências para o aluno se integrar bem na Sociedade, satisfazer potenciais empregadores e aceder à Educação Superior. • A Avaliação Formativa, entendida como Avaliação da Aprendizagem e para Aprendizagem, é adotada neste percurso educativo de modo sistemático, nos dois tipos de Educação Secundária (Geral e Profissional). A avaliação formativa abrange áreas como: – Avaliações semestrais em cada disciplina e relativamente ao seu comportamento; – Avaliação em sala-de-aula com feedback contínuo para o aluno; – Acompanhamento dos resultados de diferentes tipos de testes; – Autoavaliação, requerendo que o aluno participe ativamente na avaliação de seu próprio trabalho, capacidades e desenvolvimento académico. A Avaliação Sumativa é promovida no final de cada programa de disciplinas na Educação Secundária Geral e combina o aproveitamento geral e um exame. Dois ti- pos de classificações são atribuídos e registados nos certificados dos alunos: • Classificações refletindo o aproveitamento geral em cada disciplina com base no trabalho dos alunos durante o ano letivo, incluindo trabalho prático, trabalho em sala-de-aula, trabalho de casa, testes, trabalho de projeto e trabalho de grupo. As classificações gerais de aproveitamento são atribuídas numa escala de seis pontos, de 1 (mais baixa) a 6 (mais alta).

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